Breaking Bad e as consequências do pecado

Breaking Bad é, sem sombra de dúvidas, o melhor seriado que eu já assisti. Uma trama envolvente, com aventura, suspense e pitadas de comédia. Parafraseando Jonas Madureira: você não pode passar dessa vida para outra sem assisti-la.

A série retrata a vida pacata de um professor de Química de segundo grau, que é diagnosticado com câncer no pulmão e daí se desenrola toda a trama. Walter White se vê diante da seguinte situação: era um professor de Química e trabalhava em um lava jato para complementar a renda mensal, que praticamente só cobria os gastos com as despesas domésticas da sua família; mas agora ele se deparou com a notícia da segunda gravidez de sua esposa e um tratamento caríssimo de câncer na perspectiva de no máximo mais um ano de vida.

Nesse contexto, o que a série se propõe a mostrar inicialmente, é como pessoas aparentemente “normais” podem fazer coisas bem inesperadas. Irei tratar de alguns pontos para melhor explicação do que eu quis dizer:

A existência de um mal em potencial

Após o diagnóstico do câncer, Walter começou a refletir em sua vida, pois ela estava aparentemente em seu estado terminal. Como ele iria pagar as despesas futuras como a hipoteca da casa, a faculdade dos dois filhos, uma boa condição de vida para sua esposa, entre outros gastos… Ele acaba por decidir em se juntar com um traficante do seu bairro, um ex-aluno seu, para produzir metanfetamina e garantir uma boa renda para sua família quando ele morrer.

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9)

Todos nós temos um mal em potencial, se nós não cultivarmos o amor de Deus em nosso coração, este será povoado de maldade e cairemos no maior erro possível: o de querermos traçar o nosso próprio destino.

“Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.” (Provérbios 14:12)

Um aparente sucesso no “mercado das drogas” não deu a ele uma vida confortável, ao contrário só o sufocou de preocupações.

Mentiras secundárias para encobrir mentiras primárias

Walter White vivia uma vida dupla, em um período era um professor de química que fazia um tratamento de câncer e em outro momento era o produtor da metanfetamina mais pura de Albuquerque, no Novo México, EUA.

Walter escondia da sua esposa suas aventuras com o tráfico de drogas, mentia sobre como era pago o seu tratamento de quimioterapia e de como ele subitamente podia comprar bons carros, por exemplo.

Toda a polícia de Albuquerque sonhava em capturar Heisenberg, o pseudônimo de Walter, o traficante da Metanfetamina mais pura já vista na região. E sua relação com a polícia era bem próxima, pois o seu cunhado, Hank, trabalhava na Narcóticos. Era muito interessante as cenas onde Hank conversa com Walter sobre Heisenberg e as estratégias para capturá-lo, sendo que o mesmo estava bem embaixo do seu nariz.

“Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que devastam os vinhedos.” (Cântico 2:15a)

A raiz de todo mal na vida do grande traficante Heisenberg foi não ter se arrependido do seu empreendimento quando este estava no seu começo, em um pequeno trailer em um lugar deserto e era vendido em quantidade mínima. Todo erro cometido é decorrência do erro inicial infinitamente menor e para manter a grande mentira (a raposa), era necessária a criação de pequenas mentiras (as raposinhas).

Manter o padrão

Chegou um momento em que a produção de drogas não era apenas para dar uma condição de vida melhor para a sua família, mas em ser glorificado, de poder ser alguém importante, não um mero professor de química que ensina tabela periódica para alunos de segundo grau para sobreviver.

Ele se importava em ser o grande Heisenberg, alguém temido, poderoso. O desafio da sua vida agora era expandir suas fronteiras e alimentar o seu ego. O homem tem o desejo em seu coração de ser um deus e chega um momento em que está tão cheio de si que tudo acaba sendo normal e ele acaba tendo como conceito de vida de que “Para eu conquistar o que eu quero, passo por cima de qualquer coisa.”

“Mas cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz; então a cobiça, havendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” (Tiago 1:14,15)

Conclusão

Aprendi com Walter White que pessoas comuns podem fazer coisas terríveis. E por termos um potencial inimigo vivendo dentro de nós, o nosso coração desesperadamente corrupto, é necessário nos revestirmos de toda a armadura de Deus e estarmos vigilantes.

Todos nós somos homicidas em potencial, adúlteros em potencial e se não for pelas misericórdias de Deus, podemos ser levados as “águas profundas” do pecado e cavaremos a nossa própria cova.

DANILO BRIANO.

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