Uma pergunta em meio ao caos

O tempo tem sido um aliado e um inimigo. A ansiedade que, por vezes, toma conta de mim quer dar entrada à mentira e à condenação. Os dias são de luta e aprendi que o maior erro que cometo é quando confio em mim – nas minhas forças –, acreditando que posso ficar tranquila por uns instantes, que posso baixar a guarda.

Erro crasso! E ainda pior, quando as mentiras vão ganhando espaço em minha mente. Diariamente, luto contra elas e tento firmar-me na verdade: que sou filha amada pelo Pai. Porém, sabendo que só me tornei filha porque Cristo me reconciliou com Deus, eu fiz uma pergunta a Jesus: “Como suportaste trabalhar anos com madeira, já sabendo que morrerias numa cruz?”. Pode soar como loucura para muitos, mas sempre quero ser o mais sincera possível nas minhas orações, e esta foi uma pergunta sincera que fiz. 

Creio que seja do conhecimento de todos que Jesus, antes de exercer o seu ministério, era carpinteiro. Ora, o filho de Deus que se tornara homem e deixando toda a Sua Glória para se fazer carne, trabalhava arduamente com José na carpintaria. O que mais me impressiona é que Ele já sabia de tudo! Ele é o início e o fim (Apocalipse 22:13), Ele estava com o Pai quando tudo fora criado (João 1:1-3). Então, leva-me a crer que Deus já tinha tudo planeado para a humanidade e que o Filho já sabia da Sua missão.

Mesmo assim, o que me chama à atenção é o facto de que, enquanto homem, Jesus não desprezou algo que mais tarde seria razão de tormenta para Ele. Embora àquele trabalho apontasse para uma morte dolorosa, Ele tinha a convicção do porquê era necessária e porque tinha que ser numa cruz. Assim, vejo que Jesus nunca virou as costas à Sua missão, nunca virou as costas à responsabilidade, pois já sabia de tudo.

Com esta pergunta feita a Jesus, parei para refletir o seguinte: eu não posso duvidar da minha identidade – de filha amada. Ele não duvidou sobre quem era, o que veio fazer à terra e da recompensa que receberia pelo Seu penoso trabalho. Assim, embora seja difícil lidar com o presente, não podemos esquecer da verdade sobre quem somos. Não podemos esquecer porque estamos aqui, e muito menos, podemos esquecer da vida vindoura que desejamos alcançar.

Jesus não desistiu de mim, não desistiu de ti. O mínimo que podemos fazer é não desistir dEle.

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