Eu venho das margens da dor…

Eu venho das margens da dor
Da terra do esquecimento.
Eu venho de lugares secos
Dos desertos; ferros
Eu venho da terra dos fantasmas
Do mundo da alma quebrada.

Eu naveguei neste fiorde
E eu ancorei nessas praias.

O vento navegou minhas velas aqui em cima.

Eu andei mil léguas
E eu pensei todas as noites para voltar
Para a nação dos escravos.

Voltei para o meu navio
Acenda fogo;
Fogo de raiva.
Aquele fogo que queima no peito
De alguém que não tem nada,
Não é ninguém.
Aquele fogo que queima dentro
De alguém que só tem esperança.

E eu decidi.

Queime os barcos.
Fogo e choro
Queime os barcos.
Não há como voltar atrás.

*

Vengo de las costas del dolor,
De la tierra del olvido.
Vengo de lugares secos,
De desiertos; hierros.
Vengo del país de los fantasmas,
Del mundillo del alma rota.

Navegué este fiordo
Y anclé en estas playas.

El viento surcó mis velas hasta aquí.

Caminé mil leguas
Y pensé cada noche en volver
A la nación de los esclavos.

Retorné a mi nave,
Encendido fuego;
Fuego de ira.
Ese fuego que arde en el pecho
De alguien que ya no tiene nada,
Ni a nadie.
Ese fuego que quema en el interior
De alguien que sólo tiene esperanza.

Y decidí.

Quemen los barcos.
Fuego y llanto.
Quemen los barcos.
Ya no hay vuelta atrás.


Fonte: @somoselconsuelo

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