Leituras de julho 2019

No mês de julho eu li o livro de Gênesis. Um mergulho, principalmente nos capítulos relacionados à Jacó.

De todos os patriarcas, em termos de história, de acontecimentos de vida, Jacó é aquele que menos nos inspira, porém sem dúvida, aquele com quem mais nos identificamos – pelo menos é assim comigo.

Quanto a versão NVT, falando novamente (como sempre) como uma leitora comum da bíblia, achei muito boa, fluída como já repeti várias vezes aqui, mass encontrei outros pontos críticos também, como a tradução de “arco” “sinal da minha aliança” por “arco-íris” no capítulo 9 – termo também utilizado é verdade, na versão NVI do mesmo trecho. Não cabe me alongar nesse post e talvez nem teria condições de fazê-lo, todavia, qualquer pesquisa rápida no Google é possível encontrar essa palavra vinculada a mitologia grega. E, não é preciso ser nenhum expert no assunto para saber que essa não é uma boa escolha.

As minhas outras leituras foram:

1 – A Dádiva da Dor, de Paul Brand e Philip Yancey (M. Cristão, 2005, 430p.) 5❤

Simplesmente um dos melhores livros que já li na vida. A leitura foi uma experiência muito enriquecedora e que recomendo a todos. Em minha opinião essa obra deveria ser um best seller no mundo ocidental, mas eu sei que nunca será, o ocidente não gosta de pensar em dor, sofrimento, morte… e faz tudo inclusive para abafar essas reflexões. Escrevi um texto sobre ele

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2 – A morte de Ivan Ilitch, de Leon Tolstói (LP&M, 2017, 112p.) 5❤

Outro que entrou para lista de melhores leituras. É uma obra-prima. Inesquecível. Um livro curto que dá conta de tocar em muitas questões universais: dor, morte, hipocrisia, relacionamentos… É um livro para repensar como estamos vivendo a vida. Escrevi um texto sobre ele

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3 – As Correções, de Jonathan Franzen (Companhia das Letras, 2011, 586p.) 4,5

É o primeiro livro do Franzen que realmente me emociona. Continuo achando as obras dele desconfortáveis e deprimentes (é de colocar qualquer um pra baixo), como também de uma profundidade peculiar em destrinchar o que está se passando com o ser humano ocidental nas últimas décadas. Ele ter colocado personagens idosos e o desenvolvimento deles ao longo do livro me pegou totalmente de surpresa. É um livro e tanto. Escrevi um texto sobre ele

KELLY OLIVEIRA BA.


– Imagem cabeçalho: Georgios Iakovidis, “Girl Reading”, 1882

2 Comments

  1. Oi Kelly, se a tradução da NVI te desagrada imagino que a dA Mensagem te deixe maluca hehehe
    Estou ensaiando para ler tanto A Morte de Ivan Illich quanto algum livro do Franzen. estou lendo O Jesus que Nunca Conheci, do Yancey, estou curtindo, mas sem pressa de concluir

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    1. Oi Rudi, a NVT não me desagrada, é como estar diante de um prato preferido, você vai comendo com gosto, só que percebe um alho inteiro no meio do arroz, aí termina, mas deixa o alho de lado kkkkkkkkkkkkkkk é isso. Essa nova versão foi uma das melhores coisas que aconteceu nos últimos tempos mas há esses pequenos detalhes e como a meta é ler ela toda, vou fazendo esses registros.

      Que bom que está lendo Yancey, me conta depois o que achou.

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