Um novo significado

As memórias devem ser preservadas, ainda que dolorosas. Não o digo sem piedade ou com desprezo da jornada de cada pessoa, mas porque existe beleza na transformação da qual elas podem ser alvo. Se eu dissesse que Deus não deseja que as tuas memórias sejam apagadas – mesmo que sejam as piores de todas – acharias que estava a ser um Deus injusto? Pois é… eu própria ainda tenho uma visão muito fatalista da vida. Deste modo, o meu objectivo não é que se sintam mal, mas que me acompanhem no que aprendi há algumas semanas atrás.

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Filhos da Violência

Uma autoridade que abusa não nos faz ver Deus como protector. Lutamos a vida inteira com as imagens que insistem em ficar gravadas na nossa mente. Dizemos vezes sem conta, para nós mesmos, que já passou. Já não voltará a acontecer. Mas só Deus sabe o quanto lutamos com o sentimento de culpa, medo e pânico. Esses foram os sentimentos a que ficámos expostos sem saber como lidar com eles. Não estavámos preparados… não fomos criados para isso.

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Insegurança, hoje te abandono.

Ok, vamos lá! Vou abandonar a insegurança que parece que me controla. Contraditório, não acham? Eu concordo. Porém, não posso abolir o factor de ser humana carregada de episódios que me levam a tal. Não estou a querer justificar-me para ter razão em ser assim, pelo contrário. Eu posso não ter o poder de mudar o meu passado, mas posso decidir o que fazer com ele. No final de contas, tudo se fez novo. Então, eu tenho que viver a novidade que me está proposta e abandonar as coisas velhas que tornam o meu fardo pesado.

Não é propriamente fácil olhar para dentro de mim e assumir esta lacuna. Mas, uma coisa eu aprendi: se algo que se manifesta em nós, mesmo que se tenham passado anos, e é desprezível e vergonhoso aos nossos olhos, então é necessário que seja tratado o mais depressa possível. O nosso corpo começa a dar sinais do medo que se avizinha e que quer tomar controlo de nós. Sabemos e temos a plena consciência que não queremos ser inconstantes, mas já pararam para pensar como a nossa esperança, hoje em dia, tem prazo de validade? O medo que se multiplica em insegurança usa de toda a força para nos cegar, nos retrair e paralisar.

Mas, eu tenho como abandonar a insegurança: lançando-me nos braços de Quem me traz segurança. Eu tenho como abandonar o medo: confiando no Amor que lança fora todo o medo. Ele é o meu refúgio, o meu escudo. Onde me sinto protegida e amada, longe de falsas esperanças e falsas promessas. Nele não existe engano, não existe mentira. A minha esperança deve estar centrada Nele, e nas palavras que Ele mesmo proferiu a meu respeito, pois são palavras que geram esperança na minha alma e são palavras vivas que abrem caminho para que a vontade Dele se cumpra – uma vontade boa, perfeita e agradável.

Hora de arregaçar as mangas!

Posto isto, não estou (de forma alguma) mencionando que a vida é um mar de rosas e que manter viva a esperança e perseverar é a coisa mais fácil deste mundo, não! Virão dias de luta constante. Como um líder sempre me ensinou: “paz não significa ausência de guerra”. Apenas ressalto que Nele nada em nós será frustrado, nem mesmo os nossos sonhos, os nossos planos ou os nossos sentimentos. Nele há vida, uma vida que tem sentido, uma vida que sustenta nos momentos mais difíceis e desafiadores, e que zela para que não cheguemos a tropeçar ou cair.

Dei-me conta que não sou perfeita. Estou a lidar com lacunas que desconhecia em mim – ou pelo menos, não eram tão visíveis até ao momento. De tudo isto, o que posso agarrar-me é: ou confio ou não confio. E eu quero confiar! Ainda que seja doloroso, só não posso baixar a guarda. Um novo dia virá e eu terei que lutar.

Escravos sem saber

As palavras têm um poder tremendo, podem gerar vida ou acabar com ela. Nelas encontramos verdades ou nos enlaçamos em mentiras. Elas tomam a nossa atenção, elas criam raízes. Elas existem e persistem… na nossa mente, na nossa conduta. Quando mal atribuídas podem sujeitar-nos a uma história completamente diferente daquilo que nos estava proposto.

Olhando para nós, quanta intensidade já colocamos nas nossas palavras? A intensidade foi em erguer ou derrubar? A intensidade foi em libertar ou escravizar?

Por isso mesmo é que eu não consigo parar de me focar em Deus, sobre aquilo que Ele diz a nosso respeito. A intensidade de amor que as Suas palavras carregam é tamanha ao ponto que Jesus se fez humano para provar isso mesmo. Ele libertou-nos de um jugo pesado, de palavras amargas e destrutivas. Ele apresentou-nos o Pai que nos trouxe uma verdadeira revelação de quem Ele é e de quem nós somos.

Ouve com atenção quando Ele diz que és forte ainda que te sintas na maior fraqueza. Ouve e concentra-te como Ele te criou ainda que te sintas inapropriado(a). Ouve e delicia-te quando Ele diz que és filho(a) amado(a), embora penses que não te encaixas. Olha para ti… não existe ninguém igual. Um Deus único que te criou à Sua imagem e semelhança: único(a).

Agora, preferes acreditar na verdade que te liberta ou na mentira que te escraviza?