Precisamos falar sobre o Luto

Quando o luto bateu à minha porta eu estava prestes a entrar para a universidade. Eu tinha 19 anos e, como qualquer jovem, eu estava cheia de expectativas ao querer ver mais um sonho realizado. Mas, algum tempo antes eu começara a sentir uma dor constante e difícil de explicar, que me deixava de sobremodo sensível e, ao mesmo tempo, revoltada. Eu tentava abstrair-me das memórias da minha mãe, mas sempre vinham com mais força e eu as sentia mais dolorosas. Eu não queria aceitar que estava a passar – finalmente – pelo processo de luto, pois acreditava que, por se terem passado tantos anos, eu já estava a ultrapassá-lo. Mal sabia eu que apenas estava a começar…

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