Insegurança, hoje te abandono.

Ok, vamos lá! Vou abandonar a insegurança que parece que me controla. Contraditório, não acham? Eu concordo. Porém, não posso abolir o factor de ser humana carregada de episódios que me levam a tal. Não estou a querer justificar-me para ter razão em ser assim, pelo contrário. Eu posso não ter o poder de mudar o meu passado, mas posso decidir o que fazer com ele. No final de contas, tudo se fez novo. Então, eu tenho que viver a novidade que me está proposta e abandonar as coisas velhas que tornam o meu fardo pesado.

Não é propriamente fácil olhar para dentro de mim e assumir esta lacuna. Mas, uma coisa eu aprendi: se algo que se manifesta em nós, mesmo que se tenham passado anos, e é desprezível e vergonhoso aos nossos olhos, então é necessário que seja tratado o mais depressa possível. O nosso corpo começa a dar sinais do medo que se avizinha e que quer tomar controlo de nós. Sabemos e temos a plena consciência que não queremos ser inconstantes, mas já pararam para pensar como a nossa esperança, hoje em dia, tem prazo de validade? O medo que se multiplica em insegurança usa de toda a força para nos cegar, nos retrair e paralisar.

Mas, eu tenho como abandonar a insegurança: lançando-me nos braços de Quem me traz segurança. Eu tenho como abandonar o medo: confiando no Amor que lança fora todo o medo. Ele é o meu refúgio, o meu escudo. Onde me sinto protegida e amada, longe de falsas esperanças e falsas promessas. Nele não existe engano, não existe mentira. A minha esperança deve estar centrada Nele, e nas palavras que Ele mesmo proferiu a meu respeito, pois são palavras que geram esperança na minha alma e são palavras vivas que abrem caminho para que a vontade Dele se cumpra – uma vontade boa, perfeita e agradável.

Hora de arregaçar as mangas!

Posto isto, não estou (de forma alguma) mencionando que a vida é um mar de rosas e que manter viva a esperança e perseverar é a coisa mais fácil deste mundo, não! Virão dias de luta constante. Como um líder sempre me ensinou: “paz não significa ausência de guerra”. Apenas ressalto que Nele nada em nós será frustrado, nem mesmo os nossos sonhos, os nossos planos ou os nossos sentimentos. Nele há vida, uma vida que tem sentido, uma vida que sustenta nos momentos mais difíceis e desafiadores, e que zela para que não cheguemos a tropeçar ou cair.

Dei-me conta que não sou perfeita. Estou a lidar com lacunas que desconhecia em mim – ou pelo menos, não eram tão visíveis até ao momento. De tudo isto, o que posso agarrar-me é: ou confio ou não confio. E eu quero confiar! Ainda que seja doloroso, só não posso baixar a guarda. Um novo dia virá e eu terei que lutar.